segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ENEM: progresso na Educação?

Observo a mídia dando muita ênfase ao ENEM, fazendo inclusive comparações com países com a Irlanda e a Suécia.

Segundo a Globo News, 5 milhões de brasileiros fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio, número bastante expressivo,ainda de acordo com a Globo,  já que corresponde a população dos países acima citados.

Mas nós somo mais de 200 milhões de habitantes e os tão elogiados 5 milhões corresponde apenas a 2,5% da nossa população.

Quero ver comparar o número de alunos matriculados em escolas de ensino médio do Brasil com o número de alunos matriculados no mesmo ensino médio na Suécia ou Irlanda.

A informação veiculada pela mídia é tão falaciosa quanto as pesquisas sobre o/a futuro/a governante do país.


Em vez de dar tanto destaque ao ENEM, a mídia deveria apresentar estudos comparativos, para que a maioria percebesse o quanto estamos atrasados em relação à Educação.

sábado, 28 de setembro de 2013

"A IGNORÂNCIA É QUE ASTRAVANCA O PROGRESSO"

Fico irada, desculpem a expressão tão forte, com a ignorância de pais dos alunos da rede pública, entrevistados pela mídia e que exigem a volta dos professores às salas de aula, encerrando a greve. Se é que as atuais escolas podem ser denominadas escolas, dadas as condições de abandono deixadas pelos governantes. Por que que não reclamam também das escolas fechadas, sem água, sem banheiro, sem carteiras, sem merenda, sem respeito a seus filhos e aos profissionais de ensino? 

É como eu sempre disse: quem atrapalha a escola são os pais: o pai que nunca comparece às reuniões, o pai que acolhe com naturalidade o mau comportamento do filho, o pai chato que acha que sabe mais que o professor, o pai que manda o filho para a escola para receber  bolsa-família.

Vendo depoimentos desses pais, os quais se dizem preocupados com a greve dos professores, eu me pergunto: que escola esses pais querem para seus filhos?

Escola é para formar e informar. Escola séria prepara o aluno para ser um cidadão de verdade, capaz de reivindicar seus reais direitos, aquele que cumpre também com suas obrigações - um cidadão. Escola não é para formar pais de futuros alunos da rede pública, deficitária, abandonada, desrespeitosa. 

Os pais deveriam sim ir para a mídia exigir que o profissional que lida com seus filhos  seja bem remunerado, esteja motivado, especializado, além de exigir escolas bem equipadas, aparelhadas, seguras, eficientes e eficazes. Escolas que ofereçam um Ensino de Qualidade, como uma boa parte da rede privada o faz. 

Qual pai da rede pública não gostaria de ter seu filho num colégio de excelência? Todos! E para isso, basta que você, pai, lute ao lado dos professores para benefício futuro do seu filho.

Ou você quer seu filho no modelo de escola pública que temos hoje, para que seus netos continuem na escola pública? Se é que haverá rede pública, dada a grande desistência diária de professores que impossibilitados de cobrar melhores condições de trabalho das autoridades educacionais optam pelo abandono da carreira.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Espelho

Esta noite pensamentos sombrios vieram me atormentar. Eu pensava que já estivesse livre dos meus fantasmas, mas aina preciso evoluir muito. Às vezes chego a pensar que Deus está me testando, está querendo saber se sou quem eu penso e digo que sou ou se sou ou que quero ser.

O velho chavão "perdoar é divino" nunca fez tanto sentido para mim. Esquecer é mais fácil, o tempo colabora, mas o coração fica longe do pulso,  não sabe ver as horas.

E isso me incomoda. Eu quero esquece, esquecer para sempre, mas não quero sentir raiva, nojo, não quero desejar mal, não quero "gargalhar com o estômago" vendo a derrocada do outro.

Nesses momentos de confusão mental. da luta entre o bem e o mal, sempre me pergunto em que momento eu fiz por merecer. Sim, não sou inocente. 

Revirando minhas lembranças, indo fundo na minha alma, olhando-me como não permito que ninguém me veja, eu sei que contribuí para o momento atual.

Eu joguei a bola na parede e essa voltei para mim.

Não sei muito bem como mudar tudo isso. Eu rezo, rogo a Deus por mim, peço perdão pelos meus pensamentos, mas não consigo me livrar do rancor, e isso me incomoda, machuca,  faz com que eu sinta vergonha de mim.

Sei que não estou escrevendo para os leitores. Embora meu blog não funcione como um diário. hoje ele é o único a quemme atrevo a revelar minha fraqueza. Fico com dó de mim. Preciso evoluir muito.

 Estou tentando...







domingo, 15 de setembro de 2013

Disposição ou imposição?

Eu preciso criar o hábito de escrever todos os dias no meu blog. Preciso colocar no papel, melhor dizendo, na tela, todas essas ideias que tumultuam a minha cabeça na hora de dormir.

Eu sempre quis ser escritora. Também já quis ser cantora, atleta, dançarina, ...e como minhas habilidades ou dons, cada um chama como quiser, acabaram se destacando nos dedos, no bom sentido, é claro, resta-me verbalizar  - não, verbalizar não, não quero falar ( acho que vou copiar o povão), resta-me "escrivinha"r o que penso.

É bem verdade de além de escrever gosto muito de falar. Sempre gostei de uma plateia, tanto que cheguei a pensar em ser atriz (só não pensava em ser professora). Verdade! 

Na época da faculdade, lá nos idos nos anos 70, no antigo prédio de Letras da UFRJ eu me aventurei a entrar para um grupo de teatro que, ainda nas fraldas, fazia laboratório. Só que não gostei de fazer laboratório e então resolvi encenar para uma plateia menor, sem necessidade de laboratório. Pensando bem, fiz muito laboratório, pois virei noites debruçada sobre livros, estudando, anotando no  meu velho caderno, tudo aquilo que eu julgava interessante ou necessário para o sucesso da minha carreira. Não tenho dúvidas que  a troca do palco pela sala de aula foi a minha consagração. Nunca me arrependi e durante muito tempo o ufanismo acadêmico era minha alma gêmea. 

Com o tempo, a maturidade acalmou a minha vaidade. Nem sei se estou falando  a verdade, haja vista o orgulho que sempre senti e sinto pela profissão. Mas tenho certeza de que aquela menina tagarela , que sabia a gramática de trás para frente, que se exibia para seus alunos, que se dizia a melhor professora de Português, tornou-se, primeiro uma mulher mais interessada não só em aprender, como também em ensinar a aprender. Depois eu me satisfazia em trocar informações. Larguei o vício da exibição e passei a brincar com a gramática, divertir a pequena plateia com as sutilezas da Língua Portuguesa, com as curiosidades, com as idiossincrasias linguísticas. E por falar em Linguística, esta disciplina nunca foi minha preferida. Longe está do desprezo que eu tinha/tenho pela Fonética e Fonologia.

Enfim, hoje eu cumpri o que jurei para mim na noite passada. Eu escrevi no meu blog.  

sábado, 14 de setembro de 2013

Médicos cubanos, contra ou a favor?

Ninguém me perguntou nada, mas como gosto de dar pitacos, não poderia deixar de dar minha opinião sobre os médicos cubanos, a qual não deve divergir de muito de outras opiniões.

Fica muito fácil para mim, moradora de uma grande metrópole simplesmente dizer que sou contra a vinda dos médicos de Cuba. Mas. Como eu sempre disse, para tudo sempre há dois focos, ou seja, a minha lente pode estar voltada para um lado, não necessariamente a mesma visão de outro observador ou vivenciador de uma situação.

Fico me imaginando morando nos cafundós do Brasil, sem sequer as mínimas condições seja de higiene, de Educação, sem qualquer forma de esclarecimento ou mesmo de consciência da precariedade em que vivo. Deixa-me assaz incomodada ao ver depoimentos de algumas dessa pessoas, dessas cidades do interiorzão do país, aceitarem pacificamente suas condições mínimas de sobrevivência. Deixa- mais assustada ao ouvi-los dizer que quando Deus quiser a vida vai mudar.

Pois bem, se eu moro num lugar assim, o médico, seja ele brasileiro, cubano, argentino, português ou até alemão (mesmo que eu não entenda nada do que ela fala) seria muito bem vinda.

É´fácil ser contra a vinda dos médicos cubanos num grande centro. Mas é difícil a ausência de médico em regiões carentes.

Sinto-me mais incomodada coma cara de pau do governo, sustentando o regime de Fidel. Nem sei se a minha indignação é maior com o abandono desses tantos brasileiros, ou com a exploração salarial pela qual o médicos de Cubas são submetidos.
A natureza humana é mesmo muito egoísta, voltada para o benefício de si mesma. Observo, excluindo é óbvio, a manipulação da mídia, como cada um defende fervorosamente o seu direito, mas nega o mesmo direito do outro.

Direitos e deveres não são vias de mão única. O que quero dizer com isso? Caminhoneiro se acha no direito de fazer greve, de impedir o ir e vir dos veículos. Médicos entram em greve, professores fazem greve, bancários entram em greve, aeroviários também fazem greve, enfim, toda categoria tem o direito de fazer greve. Interessante observar que quando uma categoria entra em greve, outra, que não a que está em greve, reclama, xinga, protesta que está interferindo nos seus direitos. Veja a greve dos correios (mais do que justa). O médico, o motorista, o professor, o bancário *e tantos outros que se acham no mesmo direito) reclamam fervorosamente que suas correspondências não serão entregues a tempo. Vá entender a natureza humana!

QUE ME PERDOEM MEUS AMIGOS, VIZINHOS, ALUNOS, EX-ALUNOS, COLEGAS DE PROFISSÃO, QUEM QUER QUE SEJA, MAS NÃO CONSIGO ADMITIR QUE UMA RELIGIÃO CONVERTA CRIMINOSOS EM EVANGÉLICOS E QUE ESSES MESMOS CRIMINOSOS, EM NOME DA CRENÇA EXPULSEM DE SUAS RESIDÊNCIAS, DE CENTROS ESPÍRITAS, DE CASAS DE CANDOMBLÉ OU SEJA LÁ O QUE FOR, QUEM PRATICA OUTRA RELIGIÃO.

SE O ESTADO PERMITIR ISSO, VAMOS VIRAR UM ORIENTE MÉDIO, ONDE SE MATA EM NOME DA FÉ, ONDE SE MATA EM NOME DAS CONVICÇÕES RELIGIOSAS . 

NÃO TENHO NADA CONTRA EVANGÉLICOS, TENHO VÁRIOS AMIGOS EVANGÉLICOS, MAS REPUDIO QUEM ACREDITA QUE BANDIDOS CONVERTIDOS TERÃO SEU LUGAR AO LADO DE DEUS. 
EVANGÉLICOS QUE ACEITAM ESSA PREMISSA, AO MEU VER, ESTÃO NIVELANDO BANDIDOS A BANDIDOS FALSAMENTE CONVERTIDOS.

A BÍBLIA PREGA O AMOR AO PRÓXIMO.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Culpado é o povo?

Ontem, 03 de julho, assisti a uma entrevista na TV Câmara, o deputado Manoel Junior do PMDB/PB  respondeu a uma pergunta sobre corrupção. Ele disse que a culpa é do povo que não sabe votar. Alega que se o povo não vendesse seu voto por benéficos próprios, como tijolo, dentadura, sapato, dinheiro e sei lá o que mais, o elegido seria mais comprometido com o eleitor. Em outras palavras ,repassa a corrupção dos políticos  culpando o povo.

Neste país com tanta desigualdade social, até eu, se estivesse sem telhas, com meus filhos dormindo com goteiras na cabeça, se estivesse com a despensa vazia ou privada de alguma necessidade básica, aceitaria qualquer oferta retribuindo com o  que tenho - meu voto. É isso que nas camadas mais necessitadas acontece.

Sejamos honestos em nossas avaliações. Como um cidadão brasileiro, carente de tudo, sem Educação, numa região sem saneamento básico, sem transporte, sem água (comum na Paraíba, existe desde o Recôncavo Baiano até o Maranhão) e sem energia elétrica pode sobreviver? Logo um brasileiro necessitando de dinheiro para comprar  remédios e alimentos pode ser culpado de vender seu voto?

O que as ruas também pedem é igualdade social, melhorias sociais, justamente para que a venda de votos não seja regra. O que o deputado Manoel Junior esqueceu de dizer – esqueceu ou não quis dizer – é que o maior culpado, o verdadeiro culpado nessa situação é o político safado que se aproveita da miséria de muitos, para comprar votos.

Nessa questão de votos, o principal vilão é o político. Eximir o político de culpa e  responsabilizar o eleitor, é querer dar legitimidade ao ato de corromper. Ou seja, a compra do voto pode, a venda, não.

E nessa relação, digam sinceramente, quem tem o maior poder de manobra, quem tem o maior poder de escolha? Não é o povo faminto, desvalido e sem conhecimento do valor do voto.


terça-feira, 2 de julho de 2013

A gente não somos mais inútil.

O governo finge não entender o que as manifestações de ruas propopõem.
O governo insiste em reforma política, em plebiscito, quando na verdade as urgências são bem outras.
Fica nítido para os eleitores que esse papo de reforma urgente, de plebiscito é apenas para ganhar tempo e camuflar interesses escusos.
O povo não está interessado em voto distrital simples, duplo, combinado, fechado, aberto, escancarado etc. O povo quer que os eleitos cumpram suas promessas de campanha. O povo votou neste ou naquele candidato acreditando no que o que ele disse*. O povo não vota em partido, vota nas promessas de campanha. E é isso que o povo quer: cumpram o que não foi dito, embora não tenha sido prometido.
Esse papo de trazer médicos de fora nada mais é do que uma maneira de ganhar tempo e não tratar com seriedade o tema Saúde. O povo não que médico importa, quer hospitais, remédios, instalações que atendam às necessidade de todos nós.
O Governo lançou esse papo de médicos de Cuba apenas para desviar a atenção dos incautos. Enquanto ficarmos nesse blá blá blá de médicos importados, estamos nos esquecendo de reivindicar a melhorias na Saúde Pública. Não podemos perder o foco, não podemos entrar nessa discussão.
O Governo de faz de desentendido, mas nós não podemos fazer papel de bobos.


*ele disse, não prometeu e talvez esteja aí o maior engodo dos políticos, pois poucos eleitores conseguem entender como os discursos políticos são vazios

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Professores e professores

Vou responder aos meus ex-alunos porque muitos dos seus professores continuam apáticos em relação à situação política que estamos vivendo.

Alunos que estão cursando ou já cursaram a graduação reclamam de seus professores que, pegando carona nas manifestações de rua, dizem-se apartidários ou se negam a expressar algum pensamento ou mesmo se posicionar diante da atual conjuntura.

Antes de qualquer coisa, tracemos a formação escolar  do professor:
·        Professor do fundamental I (vai até a 5ª série): formado pelo curso profissionalizante, com duração de três anos. Normalmente trabalha em dois turnos (quando não em três). Muitos ocupam seu turno disponível cursando uma faculdade. A maioria é oprimida ou por uma direção autoritária e o pouco que ganham compõe a renda familiar ou é a única fonte de renda da família. Exceção somente dos  professores da rede pública, amparados por concurso público, os professores das redes privadas se ousarem falar dos protestos,se ousarem reivindicar seus direitos de fato,  correm o risco de perderem seus empregos. É a classe com salários baixíssimos, ambiente de trabalho sofrível. É a mais desprestiada, quando deveria ser o inverso.
·        Professor do Fundamental II ao Ensino Médio: profissionais com nível superior, com um hora/aula acrescida de uma miséria em relação aos seus colegas do Fundamental I. Também vivem o mesmo drama dos seus colegas acima citados, com raras exceções.
·        Professor de curso superior: com pelo menos pós-graduação e maioria com Mestrado e/ou Doutorado. Teoricamente deveria ser a categoria mais politizada.

E por que, professora, nossos professores da faculdade não se manifestam ou por que quando se manifestam no Facebook são sempre contrários a tudo ou então só compartilham bobagens, quando compartilham?

Antes de qualquer coisa, tenhamos a lucidez de não julgar o todo pela menor parte.

E quem são essas pequenas partes?  Eu costumo dizer que só eu professor de fato quem sempre se dedicou ao magistério, quem sempre viveu e sobreviveu do magistério. Quem faz bico no magistério não é professor. Apenas ministra aulas para ter mais um ganho somado à sua renda. E esse pequeno grupo nunca vai se expor, nunca vai se opor, nunca vai compor. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

VAMOS PARAR DE HIPOCRISIA


Sejamos objetivos, saibamos analisar os fatos com imparcialidade. Nada de dois pesos e duas medidas. Leis e regras são para ser cumpridas por todos, não só pelos políticos. Assim como cobramos direitos, temos deveres, deveres como cidadãos de bem, comprometidos com a democracia.

Quando leio postagens comparando a corrupção que grassa no país com o vandalismo destruidor de alguns, vejo o quão ingênua e falaciosa é a comparação. 

Concordo que os desvios de dinheiro público destinado à saúde, à educação e à segurança pública são um enorme acinte ao povo. Claro está que a saúde está sucateada, que os médicos são mal pagos, que muitos filhos do Brasil morrem à porta dos hospitais, assim como a Educação está uma vergonha, também sem falta de investimentos, professores desprestigiados, desrespeitados, escolas sem infra-estrutura, crianças caminhando até 3 quilômetros para chegar a uma escola sem carteiras, sem giz, sem paredes,sem merenda e sem água.

Quanto à segurança, nem preciso comentar. 

Mas "passar a mão na cabeça" desses vândalos é inaceitável. 

Pode quem quiser não gostar, mas é uma afronta total ao meu, ao seu, ao nosso direito de manifestação. Não me venham falar que eles representam a indignação do povo que é balela. Eles não me representam e acredito que não representem as pessoas de bem desse país.

Até entendo mas não concordo com os " cracudos" saqueadores, mal assistidos pelo Estado, sem família, sem esperanças. Mas estudantes que ateiam fogo ao patrimônio público e privado são vândalos sem consciência politica. Esses não estão comprometidos com as mudanças que se fazem necessárias. São tão perniciosos ao Brasil quanto os políticos corruptos.

Comparar o vandalismo que está ocorrendo nas ruas, afirmando que o descaso do governo também é vandalismo, implica aceitar o vandalismo como bandeira patriótica. Isso é inaceitável. 

Sob este ponto de vista, desde concedamos mérito a esses baderneiros estamos também dando anuência à corrupção. Se um pode, pode por que o outro não pode? Por que nos indignamos tanto contra os desmandos dos governantes, aos quais se fazem referência como vândalos e anuímos com quem apedreja, incendeia, depreda?



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ontem, durante as votações na Câmara e no Plenário, o que se viu foi um bando de espertalhões, ainda muito assustados e sem a compreensão exata do que está acontecendo, pegando carona nas manifestações populares que estão ocorrendo em todo Brasil, mascarando-se como benfeitores dos eleitores. Não poderia ser diferente, num sistema eleitoral em que eu, você, nós votamos em fulano e quem se eleje é beltrano.Os Partidos têm esse interesse nisso,descartando a escolha  e vontade do povo. Isso também é impunidade.
Mais impressionante ainda foi ver tantos monitorando o facebook para saber se estão ou não na "boca do povo". Vergonhoso!

O povo deveria sim gritar para esses políticos issto: ACORDEM POLÍTICOS ADORMECIDOS E ANINHADOS NO COLO DO GIGANTE QUE DEMOROU, MAS JÁ ACORDOU!


Em respeito às pessoas com as quais compartilho posts, a maioria meus ex-alunos, preciso exercer a profissão, ou seja, aprender e ensinar. 

Por força do hábito e por natureza, não consigo conter as palavras.

Percebe-se claramente a população indignada com a corrupção que assola nosso país. Ainda bem. Mas sejamos cautelosos (eu me incluo, é claro) com as informações que chegam até nós. E, primordialmente, tenhamos clareza e frieza para analisar os fatos. Nem tudo o que "cai na rede é peixe". Aprendi isso com Marcio Valério, quando compartilhei uma inverdade que circulava por aqui. Todos somos livres para opinar, mas é necessário ouvir (ler), perceber, entender para repassar.
Quanto às manifestações, claro que um grupo de bandidos se aproveita da situação para depredar e/ou se apropriar do patrimônio dos outros. Aliás, essa corja já faz isso com ou sem manifestação.
Uma coisa que me incomoda muito são os posts insistindo em que devemos ter cuidado porque podemos estar sendo manipulados. Só é manipulado quem não se informa. Vocês têm hoje muito mais informação do que eu tinha na minha época de estudante, ao alcance dos dedos. Sendo assim, certifiquem-se se o que estão compartilhando é verídico. Se não tiverem certeza, se não estiverem a fim de se informar sobre o assunto, não compartilhem. Mas se dê tempo para analisar; nunca considere pesquisar como perda de tempo. Eu sempre disse que "saber não ocupa espaço". E, claro, não sabemos muita coisa, estamos sempre apreendendo.
Outra coisa (nossa, sempre disse aos meus alunos para evitar o uso dessa "coisa") para se pensar. Nem sempre as informações midiáticas são comprometidas com esse ou aquele interesse. Assim como nem todo político é ladrão. Cabe aos veículos de informação mostrar sempre os dois lados da moeda. Podemos só querer enxergar um lado, mas se prezamos a real democracia, temos também que ver o outro. Querer que a mídia só repasse o que nos interessa é cair no mesmo erro que tantos condenam. Entendam bem: tenho ojeriza a certas linhas de comunicação, mas respeito muito o trabalho de tantos outras. Não podemos generalizar. 
E que o governo e os nossos representantes legais se sintam pressionados pela opinião pública e tomem logo vergonha na cara e atitudes democráticas – é para isso que foram eleitos. Que os corruptos sejam punidos, que a reforma política não fique apenas no âmbito da conversa, que os políticos "caiam na real".
Quanto às manifestações, claro que um grupo de bandidos se aproveita da situação para depredar e/ou se apropriar do patrimônio dos outros. Aliás, essa corja já faz isso com ou sem manifestação.
Uma coisa que me incomoda muito são os posts insistindo em que devemos ter cuidado porque podemos estar sendo manipulados. Só é manipulado quem não se informa. Vocês têm hoje muito mais informação do que eu tinha na minha época de estudante, ao alcance dos dedos. Sendo assim, certifiquem-se se o que estão compartilhando é verídico. Se não tiverem certeza, se não estiverem a fim de se informar sobre o assunto, não compartilhem. Mas se dê tempo para analisar; nunca considere pesquisar como perda de tempo. Eu sempre disse que "saber não ocupa espaço". E, claro, não sabemos muita coisa, estamos sempre apreendendo.
Outra coisa (nossa, sempre disse aos meus alunos para evitar o uso dessa "coisa") para se pensar. Nem sempre as informações midiáticas são comprometidas com esse ou aquele interesse. Assim como nem todo político é ladrão. Cabe aos veículos de informação mostrar sempre os dois lados da moeda. Podemos só querer enxergar um lado, mas se prezamos a real democracia, temos também que ver o outro. Querer que a mídia só repasse o que nos interessa é cair no mesmo erro que tantos condenam. Entendam bem: tenho ojeriza a certas linhas de comunicação, mas respeito muito o trabalho de tantos outras. Não podemos generalizar. 
E que o governo e os nossos representantes legais se sintam pressionados pela opinião pública e tomem logo vergonha na cara e atitudes democráticas – é para isso que foram eleitos. Que os corruptos sejam punidos, que a reforma política não fique apenas no âmbito da conversa, que os políticos "caiam na real".