Eu preciso criar o hábito de escrever todos os dias no meu blog. Preciso colocar no papel, melhor dizendo, na tela, todas essas ideias que tumultuam a minha cabeça na hora de dormir.
Eu sempre quis ser escritora. Também já quis ser cantora, atleta, dançarina, ...e como minhas habilidades ou dons, cada um chama como quiser, acabaram se destacando nos dedos, no bom sentido, é claro, resta-me verbalizar - não, verbalizar não, não quero falar ( acho que vou copiar o povão), resta-me "escrivinha"r o que penso.
É bem verdade de além de escrever gosto muito de falar. Sempre gostei de uma plateia, tanto que cheguei a pensar em ser atriz (só não pensava em ser professora). Verdade!
Na época da faculdade, lá nos idos nos anos 70, no antigo prédio de Letras da UFRJ eu me aventurei a entrar para um grupo de teatro que, ainda nas fraldas, fazia laboratório. Só que não gostei de fazer laboratório e então resolvi encenar para uma plateia menor, sem necessidade de laboratório. Pensando bem, fiz muito laboratório, pois virei noites debruçada sobre livros, estudando, anotando no meu velho caderno, tudo aquilo que eu julgava interessante ou necessário para o sucesso da minha carreira. Não tenho dúvidas que a troca do palco pela sala de aula foi a minha consagração. Nunca me arrependi e durante muito tempo o ufanismo acadêmico era minha alma gêmea.
Com o tempo, a maturidade acalmou a minha vaidade. Nem sei se estou falando a verdade, haja vista o orgulho que sempre senti e sinto pela profissão. Mas tenho certeza de que aquela menina tagarela , que sabia a gramática de trás para frente, que se exibia para seus alunos, que se dizia a melhor professora de Português, tornou-se, primeiro uma mulher mais interessada não só em aprender, como também em ensinar a aprender. Depois eu me satisfazia em trocar informações. Larguei o vício da exibição e passei a brincar com a gramática, divertir a pequena plateia com as sutilezas da Língua Portuguesa, com as curiosidades, com as idiossincrasias linguísticas. E por falar em Linguística, esta disciplina nunca foi minha preferida. Longe está do desprezo que eu tinha/tenho pela Fonética e Fonologia.
Enfim, hoje eu cumpri o que jurei para mim na noite passada. Eu escrevi no meu blog.
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