terça-feira, 25 de outubro de 2011

A diretora afetada

Conheci uma diretora que fazia a mim e a maioria do outros professores morrerem de rir. Digo a maioria, pois havia uma minoria de bajuladoras que se mantinham alimentando a vaidade da afetada.
Era velha, com a cara toda amassada pelo tempo que não perdoa ninguém, mesmo com a plástica que já fez. Suas roupas eram especiais. Todas compradas na loja da Xuxa, e muitas delas não cabiam os peitos que teimavam em seguir a lei da gravidade.
As calcinhas eram bonitinhas. Eu nunca vi, mas os professores todos  garantem que estavam sempre limpinhas.
Seus cabelos são de uma cor indefinida, mas sempre funcionam como cortina das rugas faciais. Nunca os prendiam, pois também serviam para esconder a flacidez do pescoço  e dos braços.
De trabalhar não gostava. Só gostava de passear pelos corredores com suas lentes de contato da mesma cor das da noiva do Chuck,  proferindo impropérios, palavrões, ou então à cata de quem se dispusesse a fazer seu serviço, pois dele nada entendia. Dizem até que passava liquid-paper na tela do computador, mas acho que isso já é exagero; isso é piada de loira.
Nossa, acho que o jantar me fez mal. Tive outro pesadelo.

Ainda sobre o ENEM


RIO - Neste ano, os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 não enfrentaram problemas no cabeçalho dos cartões-resposta nem vazamentos. Sem surpresas externas, a prova também manteve a cara dos últimos anos, ao juntar a avaliação das capacidades de leitura e interpretação dos estudantes com os conteúdos. No entanto, já há quem aponte uma tendência de crescimento da exigência de conhecimentos mais específicos. Hoje, serão liberados os gabaritos oficiais do exame.
Esta é a opinião do coordenador de ensino médio da Escola Edem, Wilson Mendes. Professor de Geografia, ele crê que o exame fugiu às características propostas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
- Todos os professores têm esse entendimento. A prova, que o Inep descreve como uma avaliação focada em habilidades e competências, está se voltando cada vez mais para conteúdo. Ou o candidato sabe o assunto ou não sabe a resposta. Se você comparar com o exame de 2005, é perceptível uma mudança no perfil - afirma.
A prova, que o Inep descreve como uma avaliação focada em habilidades e competências, está se voltando cada vez mais para conteúdo.
Já o coordenador da área de Ciências da Natureza do Colégio Alfa Cem, Daniel Lisboa, aponta um bom equilíbrio entre os dois elementos.
- A prova teve um caráter interdisciplinar positivo, que foi bem atingido, e as perguntas estavam relacionadas ao cotidiano do estudante. E tudo veio dentro da proposta de avaliar habilidades e competências dos candidatos.
Mendes destacou o meio ambiente como o assunto mais presente nas questões de geografia, englobando temas muito discutidos atualmente, como a construção da Usina Belo Monte e os seus impactos sociais, econômicos e ambientais. O professor diz que a preferência pelo tema já uma constante nas últimas edições do Enem. Em Biologia, a ecologia também recebeu atenção em várias questões.
Em física, muita ótica e pouca mecânica
Em física, Lisboa afirma que chamou a atenção a falta de perguntas sobre mecânica, uma das áreas da disciplina mais estudadas durante todo o ensino médio. Peso maior foi dado à ótica e a ondas.
- Neste ano, física ganhou até mais questões do que costumamos ver. Mas só teve uma questão de mecânica, que era sobre queda livre. Isso não significa que seja uma regra para o futuro, mas já é observado há algum tempo - diz.
Dentro do caderno de Ciências Humanas, o professor Ulisses Martins, do Colégio Notre Dame, do Recreio, não viu nada de muito diferente dos anos anteriores. O privilégio a história do Brasil é marcante e segue a tendência de outros vestibulares. Mesmo história antiga e medieval, que fazem parte do programa, pouco apareceram.
- Considero a prova de médio para fácil, e tinha bastante coisa de República Velha e escravidão. Só uma questão das constituições é que os estudantes poderiam se enrolar um pouco, porque era um conhecimento mais específico.
Na parte de Linguagens, a professora Lucia Soares, do Colégio A. Liessin, conta que o modelo foi muito parecido com anos anteriores. A prova buscou avaliar a capacidade de leitura e interpretação dos alunos, sem pedir especificidades de gramática.
- A prova toda estava dentro do esperado, não houve nenhuma surpresa. Foram trabalhados os diferentes tipos de texto, desde peças publicitárias a imagens. O único problema a meu ver é a extensão dos enunciados. Os estudantes têm pouco tempo para responder cada questão e a formulação das perguntas dificulta ainda mais - critica.
Questões mais fáceis em matemática e química
O professor de química do Colégio e Curso pH, Guilherme Guimarães, não viu problemas no exame, que classificou de "médio para fácil". Ele questionou os enunciados grandes.
- A impressão que tive foi de uma prova bem clássica. Talvez até para evitar confusão, o Inep tentou ser o mais conservador possível, sem maiores inovações. Abordou combustíveis, sustentabilidade, dentro daquilo que o Enem normalmente apresenta.
Sobre 45 questões de matemática, o professor do Pensi Rodrigo Villard, crê que só enfrentou problemas quem privilegiou a redação e a prova linguagens e, consequentemente, teve pouco tempo para resolvê-las.
- Nesta edição, a parte de matemática estava bem mais fácil do que nos dois últimos anos. As notas, inclusive, devem ser mais altas para quem vai fazer área de exatas.


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