sábado, 28 de setembro de 2013

"A IGNORÂNCIA É QUE ASTRAVANCA O PROGRESSO"

Fico irada, desculpem a expressão tão forte, com a ignorância de pais dos alunos da rede pública, entrevistados pela mídia e que exigem a volta dos professores às salas de aula, encerrando a greve. Se é que as atuais escolas podem ser denominadas escolas, dadas as condições de abandono deixadas pelos governantes. Por que que não reclamam também das escolas fechadas, sem água, sem banheiro, sem carteiras, sem merenda, sem respeito a seus filhos e aos profissionais de ensino? 

É como eu sempre disse: quem atrapalha a escola são os pais: o pai que nunca comparece às reuniões, o pai que acolhe com naturalidade o mau comportamento do filho, o pai chato que acha que sabe mais que o professor, o pai que manda o filho para a escola para receber  bolsa-família.

Vendo depoimentos desses pais, os quais se dizem preocupados com a greve dos professores, eu me pergunto: que escola esses pais querem para seus filhos?

Escola é para formar e informar. Escola séria prepara o aluno para ser um cidadão de verdade, capaz de reivindicar seus reais direitos, aquele que cumpre também com suas obrigações - um cidadão. Escola não é para formar pais de futuros alunos da rede pública, deficitária, abandonada, desrespeitosa. 

Os pais deveriam sim ir para a mídia exigir que o profissional que lida com seus filhos  seja bem remunerado, esteja motivado, especializado, além de exigir escolas bem equipadas, aparelhadas, seguras, eficientes e eficazes. Escolas que ofereçam um Ensino de Qualidade, como uma boa parte da rede privada o faz. 

Qual pai da rede pública não gostaria de ter seu filho num colégio de excelência? Todos! E para isso, basta que você, pai, lute ao lado dos professores para benefício futuro do seu filho.

Ou você quer seu filho no modelo de escola pública que temos hoje, para que seus netos continuem na escola pública? Se é que haverá rede pública, dada a grande desistência diária de professores que impossibilitados de cobrar melhores condições de trabalho das autoridades educacionais optam pelo abandono da carreira.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Espelho

Esta noite pensamentos sombrios vieram me atormentar. Eu pensava que já estivesse livre dos meus fantasmas, mas aina preciso evoluir muito. Às vezes chego a pensar que Deus está me testando, está querendo saber se sou quem eu penso e digo que sou ou se sou ou que quero ser.

O velho chavão "perdoar é divino" nunca fez tanto sentido para mim. Esquecer é mais fácil, o tempo colabora, mas o coração fica longe do pulso,  não sabe ver as horas.

E isso me incomoda. Eu quero esquece, esquecer para sempre, mas não quero sentir raiva, nojo, não quero desejar mal, não quero "gargalhar com o estômago" vendo a derrocada do outro.

Nesses momentos de confusão mental. da luta entre o bem e o mal, sempre me pergunto em que momento eu fiz por merecer. Sim, não sou inocente. 

Revirando minhas lembranças, indo fundo na minha alma, olhando-me como não permito que ninguém me veja, eu sei que contribuí para o momento atual.

Eu joguei a bola na parede e essa voltei para mim.

Não sei muito bem como mudar tudo isso. Eu rezo, rogo a Deus por mim, peço perdão pelos meus pensamentos, mas não consigo me livrar do rancor, e isso me incomoda, machuca,  faz com que eu sinta vergonha de mim.

Sei que não estou escrevendo para os leitores. Embora meu blog não funcione como um diário. hoje ele é o único a quemme atrevo a revelar minha fraqueza. Fico com dó de mim. Preciso evoluir muito.

 Estou tentando...







domingo, 15 de setembro de 2013

Disposição ou imposição?

Eu preciso criar o hábito de escrever todos os dias no meu blog. Preciso colocar no papel, melhor dizendo, na tela, todas essas ideias que tumultuam a minha cabeça na hora de dormir.

Eu sempre quis ser escritora. Também já quis ser cantora, atleta, dançarina, ...e como minhas habilidades ou dons, cada um chama como quiser, acabaram se destacando nos dedos, no bom sentido, é claro, resta-me verbalizar  - não, verbalizar não, não quero falar ( acho que vou copiar o povão), resta-me "escrivinha"r o que penso.

É bem verdade de além de escrever gosto muito de falar. Sempre gostei de uma plateia, tanto que cheguei a pensar em ser atriz (só não pensava em ser professora). Verdade! 

Na época da faculdade, lá nos idos nos anos 70, no antigo prédio de Letras da UFRJ eu me aventurei a entrar para um grupo de teatro que, ainda nas fraldas, fazia laboratório. Só que não gostei de fazer laboratório e então resolvi encenar para uma plateia menor, sem necessidade de laboratório. Pensando bem, fiz muito laboratório, pois virei noites debruçada sobre livros, estudando, anotando no  meu velho caderno, tudo aquilo que eu julgava interessante ou necessário para o sucesso da minha carreira. Não tenho dúvidas que  a troca do palco pela sala de aula foi a minha consagração. Nunca me arrependi e durante muito tempo o ufanismo acadêmico era minha alma gêmea. 

Com o tempo, a maturidade acalmou a minha vaidade. Nem sei se estou falando  a verdade, haja vista o orgulho que sempre senti e sinto pela profissão. Mas tenho certeza de que aquela menina tagarela , que sabia a gramática de trás para frente, que se exibia para seus alunos, que se dizia a melhor professora de Português, tornou-se, primeiro uma mulher mais interessada não só em aprender, como também em ensinar a aprender. Depois eu me satisfazia em trocar informações. Larguei o vício da exibição e passei a brincar com a gramática, divertir a pequena plateia com as sutilezas da Língua Portuguesa, com as curiosidades, com as idiossincrasias linguísticas. E por falar em Linguística, esta disciplina nunca foi minha preferida. Longe está do desprezo que eu tinha/tenho pela Fonética e Fonologia.

Enfim, hoje eu cumpri o que jurei para mim na noite passada. Eu escrevi no meu blog.  

sábado, 14 de setembro de 2013

Médicos cubanos, contra ou a favor?

Ninguém me perguntou nada, mas como gosto de dar pitacos, não poderia deixar de dar minha opinião sobre os médicos cubanos, a qual não deve divergir de muito de outras opiniões.

Fica muito fácil para mim, moradora de uma grande metrópole simplesmente dizer que sou contra a vinda dos médicos de Cuba. Mas. Como eu sempre disse, para tudo sempre há dois focos, ou seja, a minha lente pode estar voltada para um lado, não necessariamente a mesma visão de outro observador ou vivenciador de uma situação.

Fico me imaginando morando nos cafundós do Brasil, sem sequer as mínimas condições seja de higiene, de Educação, sem qualquer forma de esclarecimento ou mesmo de consciência da precariedade em que vivo. Deixa-me assaz incomodada ao ver depoimentos de algumas dessa pessoas, dessas cidades do interiorzão do país, aceitarem pacificamente suas condições mínimas de sobrevivência. Deixa- mais assustada ao ouvi-los dizer que quando Deus quiser a vida vai mudar.

Pois bem, se eu moro num lugar assim, o médico, seja ele brasileiro, cubano, argentino, português ou até alemão (mesmo que eu não entenda nada do que ela fala) seria muito bem vinda.

É´fácil ser contra a vinda dos médicos cubanos num grande centro. Mas é difícil a ausência de médico em regiões carentes.

Sinto-me mais incomodada coma cara de pau do governo, sustentando o regime de Fidel. Nem sei se a minha indignação é maior com o abandono desses tantos brasileiros, ou com a exploração salarial pela qual o médicos de Cubas são submetidos.
A natureza humana é mesmo muito egoísta, voltada para o benefício de si mesma. Observo, excluindo é óbvio, a manipulação da mídia, como cada um defende fervorosamente o seu direito, mas nega o mesmo direito do outro.

Direitos e deveres não são vias de mão única. O que quero dizer com isso? Caminhoneiro se acha no direito de fazer greve, de impedir o ir e vir dos veículos. Médicos entram em greve, professores fazem greve, bancários entram em greve, aeroviários também fazem greve, enfim, toda categoria tem o direito de fazer greve. Interessante observar que quando uma categoria entra em greve, outra, que não a que está em greve, reclama, xinga, protesta que está interferindo nos seus direitos. Veja a greve dos correios (mais do que justa). O médico, o motorista, o professor, o bancário *e tantos outros que se acham no mesmo direito) reclamam fervorosamente que suas correspondências não serão entregues a tempo. Vá entender a natureza humana!

QUE ME PERDOEM MEUS AMIGOS, VIZINHOS, ALUNOS, EX-ALUNOS, COLEGAS DE PROFISSÃO, QUEM QUER QUE SEJA, MAS NÃO CONSIGO ADMITIR QUE UMA RELIGIÃO CONVERTA CRIMINOSOS EM EVANGÉLICOS E QUE ESSES MESMOS CRIMINOSOS, EM NOME DA CRENÇA EXPULSEM DE SUAS RESIDÊNCIAS, DE CENTROS ESPÍRITAS, DE CASAS DE CANDOMBLÉ OU SEJA LÁ O QUE FOR, QUEM PRATICA OUTRA RELIGIÃO.

SE O ESTADO PERMITIR ISSO, VAMOS VIRAR UM ORIENTE MÉDIO, ONDE SE MATA EM NOME DA FÉ, ONDE SE MATA EM NOME DAS CONVICÇÕES RELIGIOSAS . 

NÃO TENHO NADA CONTRA EVANGÉLICOS, TENHO VÁRIOS AMIGOS EVANGÉLICOS, MAS REPUDIO QUEM ACREDITA QUE BANDIDOS CONVERTIDOS TERÃO SEU LUGAR AO LADO DE DEUS. 
EVANGÉLICOS QUE ACEITAM ESSA PREMISSA, AO MEU VER, ESTÃO NIVELANDO BANDIDOS A BANDIDOS FALSAMENTE CONVERTIDOS.

A BÍBLIA PREGA O AMOR AO PRÓXIMO.