Andei refletindo sobre quem sou e cheguei a algumas conclusões.
Evidentemente que filtrei muito do que penso sobre mim mesma e só me atrevo a publicar o que considero mais interessante, ou melhor, apenas as considerações que não me suscitam dúvidas.
Meu senso de justiça é crônico e tenho que aprender a lidar com os que os outros consideram justo,como também preciso olhar sob outra perspectiva os critérios de igualdade.
)Preciso ser mais tolerante com a arrogância das pessoas. Preciso olhar meu passado e me assegurar que meu ufanismo nunca tenha humilhado ninguém. Só consigo enxergar muito deslumbramento, ocasionado pela certeza de que estava no rumo certo, com a a certeza, quiçá equivocada, de que eu era a melhor profissional, sob os meus critérios, evidentemente. Esse erro eu confesso: nunca fui soberba, mas extremamente segura de mim. Isso me levou longe por muito tempo, mas não me manteve longe dos dissabores, dos desafetos e das injustiças.
Cá estou eu falando de novo do que é justo. Saberei eu o que realmente é justo?
Sou uma pessoa de muita fé, religiosa, sem ser carola. Baseio minha vida nos fundamentos do Kardecismo. Por isso sei que nem sempre fui voa, nem sempre fui má. Fui o que eu alimentei, ora um gatinho, ora uma onça. Hoje norteio minha mente e ações para o perdão, de mim e dos outros. Já guardei muita mágoa; hoje pouquíssimas são as quais de que me lembro e continuo pedindo perdão por isso, orando por mim.
Fui muito "perua", mas nunca tive apego material a nada. O que o dinheiro podia comprar eu comprava. De tudo o que eu podia me desfazer, eu doava. Chegava a me incomodar o fato de eu ter e o outro não. Então eu cedia e me perguntava se não estava comprando a minha entrada no paraíso. Mas a oferta sempre foi maior que a posse. Desta feita, nunca liguei para o dinheiro; ele apenas servia a mim e a quem precisasse.
Sonhei muito na vida e realizei todos esses sonhos. Talvez por isso eu fosse tão deslumbrada. Conquistei porque lutei; hoje me acomodei.
Vícios só tenho um. Vontade de largar o vício só quando tenho preguiça de ir comprá-lo lá no bar da esquina. Eu não bebo, fumo.
Preguiça! Nossa, que coisa feia, Vânia. Mas estou me esforçando.
Enfim, o que é publicável está resumido entre vírgulas e pontos.
Sendo assim, ponto final.
