terça-feira, 13 de setembro de 2011

A bunda do Paulinho

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13 de setembro de 2011
Durante muito tempo fui professora do Ensino Médio e tive a oportunidade de conviver com adolescentes que me fascinavam com suas brincadeiras, suas piadas fora de hora, suas apatias com a Língua e Literatura Portuguesas, enfim, tudo o que caracterizava um aluno normal, nas primeiras sérias do Segundo Grau. Entre tantas histórias para contar dessa garotada (hoje quase todos casados, pias de família), algumas se destacam, pois literalmente alguns colocaram a bunda na janela e não foi para que passassem a mão nela. Teve a bunda do Franklin, na janela da escola, na hora da saída dos alunos e, para azar deste, a mãe do “Macarrão” viu e contou para a Direção. Todos podem prever o que aconteceu. Mas uma bunda em especial a Direção nunca chegou a ver, embora quisesse muito saber se era verdade que o Paulinho mostrara a bunda pra todo mundo no ônibus do passeio da escola. Já nem me lembro mais se fiz cara de paisagem quando me perguntaram a respeito de uma foto que circulava pelo colégio com os respectivos glúteos do Paulinho. Só sei que escondi a foto tão bem escondia que passei a tarde toda de hoje à cata dela, mas meu sacrifício foi em vão. Mas eu hei de encontrá-la e, se o Paulinho permitir, vou expor na rede o que tantos quiseram ver e não tiveram oportunidade. Aproveito para acrescentar que o Paulo o exemplo de como as aparências enganam. Quando ele chegou ao colégio, com suas tatuagens, suas calças frouxas, seu cabelo enrolado, logo foi mal visto, estigmatizado. Mas a pureza dessa alma, a integridade desse caráter eu ainda não encontrei em ninguém.