sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O QUE APRENDI SOBRE AMIZADE


Aprendi que os amigos da adolescência, aqueles dos tempos da escola, da "cola", aqueles em cujas casas nossos pais nos permitiam passar a noite com a certeza de que estávamos bem guardados e vigiados por outros pais zelosos, a maioria, senão todos, são doces lembranças. Na época compartilhávamos das mesmas ideias, das mesmas rebeldias, o mesmo gosto por filmes, por roupas...Crescemos, as crenças já não são mais as mesmas, o estilo cada um encontrou o seu. Quando nos encotramos nas esquinas ou da vida ou da internet, damos risadas nostálgicas, mas não nos reconhecemos mais.



Aprendi que o 1º amor realmente a gente nunca esquece. Podemos até amar outra pessoa até com mais intensidade. Nem sempre vem de uma amizade ou vira amizade depois. Mas não esquecemos e, às vezes, essa lembrança traz consigo a esperança de que um dia será para sempre, nesta ou em qualquer outra vida. Será eterno, a letra s para concretizar um nó.

Aprendi que amizade entre parentes, familiares dura até a divisão dos bens.

Aprendi também que amor pode vira amizade sincera, não tão sincero como foi o amor. E para isso, temos que saber admitir nossos erros, nossas neuras, temos que reconhecer que numa relação nem sempre o outro é quem não soube amar. Amizade é baseada em confiança, em compreensão, inclusive daquilo em que falhamos. Entendi que aceitar o outro sem a projeção que fazemos dele já é um bom começo. Numa relação não há herois e nem vilões; somos protagonistas, ou seja, ora somos culpados, ora somos inocentes. Até que a justiça os declare separados. Sendo assim, saber entender essa dicotomia, estar ciente que mesmo separados não implica estar em estado de alerta, em posição de defesa, pronto para atacar, facilita o surgimento de uma amizade para o resto da vida. Afinal, são pessoas cujos olhares, mesmo em direções opostas, quando se cruzam, reconhecem suas fraquezas, tanto quanto o seus méritos, mesmo que não queiram admitir. Quando olhares são palavras bem compreendidas, aceitas e respeitas, a mente aprende que ganhamos um aliado para a vida toda.

Amizades de trabalho são como as estações do ano. Cada ciclo um novo amigo. Essa amizade é efêmera e, quando sincera, também se torna uma doce lembrança. Aprendi que os maiores inimigos são os amigos que mais nos presenteiam, que mais nos elogiam, que mais nos enaltecem. É a "amizade" mais perigosa.

Sendo assim: