Aproveitando o gancho do livro de Paulo Freira – A Pedagogia dos oprimidos, hoje venho falar da opressão vivida por muitos dos meus colegas de profissão, do abuso de autoridade de certas pessoas que pensam que são pedagogas, porém sem a menor formação para tal. Quando falo de formação, não me refiro à graduação – isto é obrigatório. Falo de respeito ao ser humano, respeito aos pais, aos alunos e aos professores.
Canso de ver pessoas ignorantes, broncas, sem bom-senso na função de diretores de escolas que só sobrevivem pelo puxa-saquismo dos legítimos donos das instituições, os quais, por sua vez, por ingenuidade ou interesse próprio, mantêm essas pessoas no poder. Sim, falo de poder porque é assim que eles se sentem: poderosos, intimidadores, senhores das verdades mais absurdas que rondam suas almas malignas.
Vi muito diretor de escola se aproveitar da função para humilhar professores, assediá-los moralmente, sem o menor bom senso, sem ética, sem respeito ao(s) próximo(s).
E essa situação piora quando esses incompetentes debocham dos pais dos alunos, metem para as famílias, forçam resultados satisfatórios, criando a ilusão de que estão preocupados com o futuro dos alunos..
Conheço muito profissional assim. Muitos desejariam ter um chicote em mãos para subjugar mais ainda a sua equipe e seu sonho de consumo é a volta da palmatória.
Aluno não é gado, criança não é soldado no quartel e professor não é saco de pancadas, não é aterro sanitário.
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