segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A GALINHA DO CEMITÉRIO

Quando professora do Ensino Médio costumava levar meus alunos para conhecer as cidades históricas de Minas Gerais.
O passeio além de instrutivo era engraçadíssimo, pois adolescentes têm um bom-humor que falta a muitos marmanjos de caras feias.
Num desses passeios, fomos visitar o túmulo do Tancredo Neves. O cemitério estava fechado, mas eles não viram nenhum empecilho para entrar, pois bastava ou pular o muro ou se esgueirar por entre a cerca.
Eu e um grupo de alunos nos sentamos na calçada à espera dos desbravadores de cemitérios quando, de repente, ouvimos um gritaria danada e uma correria desenfreada.
Nem me movi, pois sabia que era mais uma que eles estavam aprontando. Até fingi que não estava com eles, para não me comprometer. Afinal, ser jovem é isso mesmo, é alegria, irreverência e ousadia.
Com uma rapidez muito maior com que entraram no cemitério, eles saíram dele. É claro que correram para me contar o que acontecera.
Resumindo: o Bruno achou um despacho no cemitério, não se conteve, pegou o pé da galinha despachada e saiu correndo atrás das alunas.
Já não me lembro se foi neste mesmo cemitério que segundo antes do Bruno se apossar do pé da galinha, os que estavam lá dentro ouviram o barulho de uma porta batendo e ficaram com os cabelos arrepiados de medo, pois não havia mais ninguém no cemitério além deles, os invasores. Quem sabe não ouviram os fantasmas....rs


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